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Se a resposta demorou mais de dois segundos para aparecer, o seu evento já tem um problema.

A maioria das empresas que organiza eventos já possui um checklist enorme e trabalha no limite, por isso não considera treinar a equipe para lidar com esse tipo de ocorrência. O treinamento acontece para montar estande, operar credenciamento, fazer o check-in de autoridades. Mas e quando alguém se aproxima relatando um assédio? Quando um segurança precisa decidir como agir diante de uma situação de violência? Quando um participante é alvo de uma conduta racista dentro do evento?

Não precisamos buscar muito fundo na memória as vezes em que isto aconteceu (veja um exemplo recente) e o tamanho do prejuízo para a marca envolvida.

Nesses momentos, portanto, a marca que assina o evento é responsável. Independentemente de quem cometeu o erro.

E no caso do racismo, há um agravante: é crime. Inafiançável e imprescritível, conforme a Lei 7.716/1989. A empresa que não agiu pode responder junto.

Os ambientes onde isso acontece, e onde ninguém espera

Uma das primeiras ilusões que precisam cair é a de que esses problemas acontecem "em certos tipos de evento", o que não é verdade.

Na entrada e no credenciamento, abordagens desproporcionais por parte da segurança podem configurar discriminação racial. O colaborador que trata um participante negro com mais suspeita do que outro não percebe, muitas vezes, o que está fazendo. Mas a vítima percebe, e às vezes grava.

No estacionamento e nos acessos externos, incidentes acontecem antes de a câmera cobrir. Insultos racistas entre participantes, comentários de seguranças terceirizados, situações que ninguém registrou porque ninguém sabia que precisava registrar.

Nos banheiros e vestiários, situações de assédio sexual são subnotificadas justamente porque a vítima não sabe a quem recorrer, e a equipe presente não sabe como ouvir sem revitimizar.

Nos corredores e áreas de circulação, ofensas racistas, apelidos e exclusões passam muitas vezes despercebidos. Uma equipe que não foi treinada para identificar não consegue intervir.

No backstage e nas áreas de produção, funcionários, fornecedores e artistas também compõem o ambiente do evento. Discriminação entre equipes internas é frequente e raramente tem protocolo claro.

Em festas e confraternizações pós-evento, o álcool, o cansaço e a informalidade criam um campo fértil para situações que a empresa vai querer negar, mas que terão sido registradas em vídeo.

Nos grupos de WhatsApp criados para o evento, mensagens racistas podem circular entre participantes, fornecedores e membros da equipe. Isso é extensão do ambiente do evento, e a responsabilidade da organização não termina porque não foi em pessoa.

O risco que a marca assume sem perceber

Quando uma situação dessas vira notícia, quem aparece na manchete não é "o funcionário sem treinamento". É o nome do evento. É a empresa que o organizou. É a marca que patrocinou.

E a cobrança vai além da imprensa. Participantes relatam em redes sociais. Fornecedores recusam contratos futuros. Patrocinadores pedem esclarecimentos. Quando o ato configura crime, há risco real de responsabilização penal e civil para a organização que não tomou as medidas preventivas cabíveis.

A omissão tem peso jurídico. Não agir, não registrar, não ter protocolo são elementos que podem ser usados contra a empresa em uma investigação ou processo.

A pergunta "a sua equipe sabe lidar?" deixa de ser retórica quando o custo de não saber está documentado, público e irreversível.

Ainda assim, a maioria das empresas chega a essa conversa depois que algo aconteceu. O objetivo do EVER Educa é mudar esse padrão.

O que é o EVER Educa

O EVER Educa é o programa de treinamento desenvolvido pelo EVER para capacitar equipes de eventos a identificar, acolher e responder a situações de assédio, violência e racismo.

O treinamento não é uma palestra de conscientização. É um protocolo prático, construído a partir do que acontece de verdade em eventos, e desenhado para ser aplicado por pessoas que trabalham em campo, sob pressão, com pouco tempo de resposta.

Os participantes saem sabendo:

O treinamento pode ser aplicado antes de um evento específico ou como capacitação contínua para equipes de produção e operações.

Segurança de verdade começa antes do evento começar

Câmeras, seguranças e protocolos de emergência são camadas importantes. Mas nenhuma delas substitui a pessoa que está no lugar certo, no momento certo, com o preparo certo.

A equipe é o primeiro recurso de qualquer evento. Quando ela não está treinada, todo o restante da estrutura de segurança tem um ponto cego.

O EVER Educa existe para fechar esse ponto cego, e para garantir que a sua marca não responda por uma falha que era evitável.

Conheça o EVER Educa e fale com a equipe do EVER.